segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Nome do grupo: Design da Década de Setenta
Participantes: Adriana, Dinamara, Lucélia, Neide
Turma: Curso de Design de Moda, 1º Período
Instituição: Universidade Salgado de Oliveira
Tema: Estudo do Design da Década de Setenta
Objetivo: Trabalho interdisciplinar que visa a confecção de uma bolsa, tendo como inspiração o estilo hippie da década de setenta.

domingo, 8 de novembro de 2009

DÉCADA DE SETENTA

A década de 1970 tem início com o movimento hippie e o festival de Woodstock em 1969, quando, após a ida de George Harrison à Índia, o lema "Faça Amor Não Faça Guerra" dissemina pelo mundo. O não-consumismo pregado pelos hippies traz uma moda customizada, original, artesanal e unissex, onde as calças boca-de-sino, as estampas pscicodélicas e o cabelo black power tornam-se os ícones.

Na década de setenta surgiram alguns movimentos como o Op Art – que é um tipo de arte que se identifica pelo uso de ilusões ópticas –, o Pop Art – que se caracterizava por usar objetos de consumo da época com o objetivo de fazer uma critica irônica – e a Arte Povera – que usava materiais como areia e metal enferrujado –. Esses movimentos que surgiam se refletiam na pintura, na literatura, no cinema e também na moda.

Devidos a esses movimentos, à influência do período de guerras e às inovações científicas a moda dos anos setenta foi bem diversificada dando espaço a vários estilo diferentes:
• Estilo hippie;
• Estilo punk;
• Jeans e calças militares usadas com enormes bocas de sino, tachinhas, bordados e muitos brilhos;
• Camurças com franjas;
• Estilo apache;
• Estilo safári;
• Colares de contas miçangas, bijuterias étnicas;
• Saias e calças de cinturas baixa com cintos largos ou de penduricalhos;
• Estampas florais, Pucci e psicodélicos em quantidade;
• Roupas artesanais, materiais naturais e tinturas caseiras;
• Bolsas de crochê ou com franjas com alças a tiracolo;
• Botas de camurça e sandálias de plataforma;
• Saias longas, estampadas, estilo cigana e muita interferência de brilhos e plumas nas roupas.

Os anos setenta foram marcados por muitas invenções novas, as ruas ficaram transformadas, com novas invenções, muitas aparências extravagantes, muita flor, cores bem coloridas, muito xadrez, patchwork (visual colcha de retalhos). Era uma mistura de tecidos, estampas, e tinha o crochê. O crochê era usado em blusas, saias, biquínis, toquinhas, coletes compridos, mas tudo isso tinha uma diferença no transado, no material no contexto e no caimento.

A baby look começou em 72 e essa moda durou pelo menos uns três anos; as mangas bufantes, cinturas altas, laços nas costas, estampas miúdas, casinha de abelhas.

A moda camponesa surgiu inspirada numa atriz que participou do filme - A Princesa e o Plebeu – nos anos 50, por suas estampas miúdas, fundos escuros. Assim foi inspirado para saias rodadas, com estampas de flores estilo cigana, as batinhas ciganas, blusinhas bufantes com muito bordados e fitinhas.

As calças dessa época eram bem amplas abaixo do joelho, tanto jeans como em tecidos, as de tecidos eram chamadas de pantalonas.

As langerie eram mais estruturadas, muita cinta, as cintas-ligas estavam em alta, sutiãs com enchimento com pontos, as costuras eram feitas nos lugares mais incômodos.

A moda praia. Os biquínis com top cortininha e bandô. A parte de baixo era baixa, alguns já vinham com fivelas e argolas laterais no meio do sutiã, os quais eram usados com grandes chapéus de palha.

Os acessórios eram finos da Ethel. Usava-se muito plásticos, peças grandes, geralmente materiais naturais.

Para os homens:
Os ternos eram bem diversificados, com todas as cores. As gravatas eram largas, tinham lapelão. A marca Club Um.

As calças esportes eram de cintura alta e as cores eram fortes.

As camisas eram de tergal e o corte estreitos vinham com estampas berrantes, e era moda a camisa Volta ao Mundo, porquê não precisava passar.

O lançamento da década de setenta era a bolsa capanga masculina, que usavam com a alça passada no punho, a bolsa de mão.

Os sapatos social tinha que ser Samello, salto alto, modelo motoqueiro inspirado na novela Cavalo de Aço, no personagem do ator Tarcísio Meira.

A cueca samba canção diminuiu de tamanho para a cueca sunga Zaba.

A década de setenta foi uma década unisex, que se traduz assim: tecidos sintéticos como Banlon, odon, tusco, crylor, poliéster.

Os sapatos plataformas com uma camada extra na sola. Ao longo da década as plataformas foram crescendo e os saltos também.

Os tênis nessa época era utilizado somente para o esportes, corridas e os mais importantes: Conga, Bamba ou Rainha, todos de solado simples e feitos de lona. E para o futebol e educação física também tinha o Kichute, preto e reforçado.

A camisa de gola rulê cacharrel, era em tecido fino mas não deixava de ser sintético, para as mulheres, porém, não se usavam na praia. Para os homens, substituía o paletó.

O jeans era calças rancheiras e faroeste, mas eram calças que não desbotavam, eram engomadas e tinham vinco. Mais tarde foi lançada a USTOP, jeans mais mole e desbotavam, e a racheira lançou as jaquetas de brim índigo mais também eram duras e não desbotavam.

A japona seguia um padrão azul-marinho com botões dourados ou prata e diagonais. Isso era o sucesso entre os jovens.

As camisetas eram mais modernizadas nesta época, vinham com cores pastéis e com três botões e as golas eram redondas.

As sandálias eram havaianas e as cores eram mais luminosas e as franciscanas de courvin.

Os relógios digitais faziam muito sucesso e só usava quem tinha um poder aquisitivo muito bom, pois não era em qualquer lugar que tinha para comprar.

Os estilistas ainda eram chamados de costureiros, que eram da alta costura. No Brasil os estilistas principais foram: Denner Guilherme Guimarães e Clodovil Hernandes.

E temos nesta época os figurinos disbundes:

Calças jeans eram muito desbotadas e bem moldados no corpo e boca de sino. Quanto mais bordada melhor. Os bordados vinham desde miçangas, lantejoulas, patches, debruns. Usavam muito estampados, faziam costuras de pedaços de tecidos nas lateriais das boca-de-sino, com estampas, renda, bordados, cetim. Nesta época a USTOP ou a HIPPIE eram usadas pelas pessoas caretas e pobres. As roupas usadas eram bem vindas, pois queriam dizer “não” ao consumismo.

Além das calças jeans tínhamos as calças pijamas que eram calças amarradas na cintura com cadarços e quanto mais baixas melhor e eram feitas de veludo molhado e flanela. As batas indianas, caftans marroquinos e africanos eram muito importante nesta época, as saias e vestidos compridos, usados com bustiê, top, camisetas grandes – essa época era muito comum usar tecidos naturais como: algodão, chita, flanela e outros.

O rosa era muito comum, dos pés à cabeça nas mulheres, mas para os homens era totalmente reprovado.

A segunda parte dos anos 70 – de 1975/1979

Era da Discoteca e do Rock in Roll

Aqui os vestidos já perdem a cintura muito fina e são mais retos tipo saiões e vinham acompanhados de cintos, as calças e pantalonas continuaram largas e com cinturas altas, mas tem outras versões que vão diminuindo as boca das pernas, os shortinhos e shortões. Os shortinhos eram feitos de cetim que fazia parte do visual discoteca/patins e o shortão era acima do joelho com cintos largos. Assim usavam com camisa do mesmo tecido, com estampas berrantes, muita lista. O jeans migrou do social ao esporte. As cores utilizadas foram o preto e branco, cores naturais e cores primárias.

Nesta fase a moda era sapatos com meias, de preferência meias listadas, com lurex usadas com tamancos, chinelas e saltos de plásticos era a moda em alta.

As langerie começaram a ficar mais natural sem armações e costuras, época em que aboliram o sutiã e lançaram o lib para substituir o sutiã. Os acessórios, colares e pulseiras de conchas, argolões enormes usados numa orelha só, as bolsas eram usadas atravessadas no corpo e os cintos eram grandes e muitos detalhes de ilhoses e fivelas.

Os homens ganharam tecidos que não amassavam, como camisas volta ao mudo e outros, os ternos com as lapelas menores, ombros maiores, as gravatas ficaram mais finas. Esta era a era das pochetes unissex e a gogo bag que era uma bolsa retangular, maior com uma longa alça para usar a tiracolo.

Estilo para os dois sexos

As calças com pregas e bolsos, elas gradativamente foram ficando maiores, com bolsos por todo lado. As camisas ficaram mais exóticas, imitavam os modelos caubóis, as polchetes também era um estilo bem vindo, as roupas indicanas eram muito freqüente como as camisas estampadas. Os tênis, o All Star e outras variedades como Bamba, Maioral, All Color, Topper, Rainha, London Fog. Os conjuntos de moletons com calça/agasalhos, os óculos ficaram maiores.

Os carros eram muito importante, pois tivemos muita inovação.


A Inspiração para a bolsa

Nós nos inspiramos no colorido e nos adereços da época que eram cores vibrantes, materiais naturais, crochê, camurças com franjas, tachinhas e bordados, xadrez, lurex.

Os elementos eram harmônicos e repetitivos e tinham certo equilíbrio.

A confecção da bolsa visa utilizar elementos que lembrem a década referida sem agredir o meio ambiente.


CONCLUSÃO

A década de 70, foi um tempo onde todas as culturas e estilos reclamaram seu espaço ao mesmo tempo. A intenção principal era chocar, impressionar, antes de qualquer coisa. Essa época é marcada por um modo de vestir de tudo. Para alguns quanto mais disparate, melhor. Flores, liberdade e orientalismo eram a marca registrada. Coincidiam escândalos políticos e desarranjos econômicos, semeando assim a base para revoltas e crises que surgiram nas décadas seguintes. Foi a época do lema paz e amor transmitidos por cores alegres e estampas floridas, demonstrando sensibilidade, romantismo, descontração e bom humor, como também liberdade de expressão perante o regime ´ditatorial adotado pelos paísess como o Brasil, Chile e França.

Diversas décadas passadas se transformaram em fonte de inspiração aos designers, não abrindo mão do estilo romântico e natural. Nos anos 70 os sapatos plataforma voltaram à moda, renovador por adornos, e unissex. Exemplo disso era o sapato de plataforma de Elton John e calça, camisa e gravata para as mulheres. Shorts curtos, botas de diversos tamanhos, saltos grossos, são alguns exemplos de vestir tanto o masculino/feminino. Usou-se muito drapeados, franjas, vestidos com estampas gráficas inspiradas na era da informática, corte enviesado, barras irregulares, golas-capuz, túnicas e meias opacas.

sábado, 7 de novembro de 2009

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

A imagem apresenta 04 unidades básicas: o vestido, o óculos, o cinto e as pulseiras. Essas unidades segregam-se em várias sub-unidades, se unificando pelas estampas que apresentam continuidade.
Existe proximidade nas estampas e há semelhanças na forma e na proporção. Apresenta boa pregnância por ser uma imagem simples e clara. O ponto de atração está no cinto. Apresenta formas e linhas orgânicas no vestido e linhas geométricas no óculos, pulseiras e no cinto.
A imagem está no plano tridimensional e apresenta volume no vestido com configuração real. A imagem é harmônica por regularidade e apresenta equilíbrio por simetria, pois tem uma boa distribuição visual.
Apresenta contraste de luz e tom, de cores nas estampas e pulseiras, com contraste de movimento na roupa.
É uma imagem coerente e apresenta arredondamento no óculos, nas pulseiras e nas mangas, com transparência física na lente do óculos e na roupa. Tem espontaneidade nas estampas e tem sutileza em função da transparência.
Apresenta sobreposição na roupa e profusão nas estampas. O cinto é um ruído visual positivo.
A pregnância formal da composição da roupa é boa e sua interpretação visual é harmônica em função da simplicidade, sutileza e clareza de imagem, que representa o estilo hippie da época.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

quarta-feira, 4 de novembro de 2009







As bolsas são compostas de uma unidade que se segregam em duas subunidades, o bolso e a aplicação.

Percebe-se unificação se analisarmos cada bolsa separadamente e também se analisarmos as bolsas como parte de um conjunto, pois os elementos que as compõem estão em harmonia.

Pode-se observar que devido à forma e continuidade existe fechamento.
A semelhança é percebida principalmente nas estampas florais e na aplicação em flores.

Pode-se dizer que são peças que possuem uma boa pregnância, pois são peças simples.

Em relação à forma podemos observar que as imagens estão em um plano bidimensional, pois não apresentam volume, são imagens que possuem configuração real, porque se tratam de fotografias.

Pode-se perceber que as imagens possuem harmonia por ordem, porque as partes do todos estão devidamente organizadas.

São imagens que possuem equilíbrio por simetria e contraste de cor, pois podemos visualizar perfeitamente as cores.

As imagens possuem clareza, simplicidade, coerência, por apresentarem uma boa organização visual.

O arredondamento, esta presente principalmente nas suas linhas externas.
São imagens que apresentam opacidade, pois a luz não pode atravessá-las, apresentam também superficialidade, pois estão em plano bidimensional.

Existe sobreposição nas aplicações e nos bolsos.

São imagens que apresentam um bom ajuste óptico, pois estão em harmonia.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Bibliografia:

Grande Enciclopédia Barsa. – 3ª Ed. – São Paulo: Barsa Planeta Internacional Ltda.,2005
François Budot. Moda do Século. São Paulo: Cosac & Naily Editora, 2002
http://pt.wikipedia.org/wiki/Anos_70#Moda
http://www.sempretops.com/moda/moda-anos-70-roupas-estilos-e-como-se-vestir-fotos/
http://cafehistoria.ning.com/group/historiadoseculoxx
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